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NotíciasCOVID19: Aviação Geral deve voar informada e com muito cuidado27/03/2020

Vemos os efeitos da pandemia de COVID19 impor pesadas consequências para toda a economia e a aviação não está imune a esse crítico contexto. Neste momento mais de 80% da frota brasileira da aviação comercial está no solo e a aviação geral, que em 2019 já tinha tido seu pior volume de horas voadas em 20 anos, continua mais parada do que nunca.

Inspirada nas recomendações da AOPA EUA, a AOPA Brasil recomenda a seus associados e à comunidade da aviação geral que mantenham seus voos essenciais, mas com cuidados redobrados. Não há restrições para voos da aviação geral, mas entendemos ser impossível voar com passageiros em aeronaves de pequeno porte, mantendo o chamado distanciamento social.

A AOPA Brasil não vê motivos para a imposição de restrições às operações da aviação geral, muito pelo contrário: "Dependendo do cenário adiante, a aviação geral não só precisará manter sua atividade, como poderá exercer papel de apoio à logística de resposta à pandemia, seja através de táxis aéreos ou mesmo através de apoio voluntário", analisa Humberto Branco, presidente da AOPA Brasil.

Porém, devemos privilegiar operações essenciais: todos que estiverem dentro de uma aeronave pequena estarão dividindo o mesmo ambiente, pequeno e com pouca circulação de ar. Então, caso esse tipo de operação venha a ocorrer, deve-se ter a precaução de considerar que todos os passageiros e tripulantes estejam contaminados. Quanto menos passageiros, melhor. As aeronaves devem ser muito bem limpas antes e depois dos voos. Equipamentos tais como headphones, iPads e telas de navegação e controle devem ser limpas com soluções à base de álcool, assim como é recomendado o uso de máscaras para todos os passageiros e tripulantes. No caso de transporte de materiais, as embalagens devem ser limpas e seu manuseio feito com proteção de luvas, pois se sabe que o vírus pode ser resistente em superfícies, por algum tempo. (BAIXE ARQUIVO DO DR. MASYS, DO TIME AÉREO DE RESPOSTA A DESASTRES).

Por que evitar voos não essenciais? Simplesmente porque caso você tenha qualquer incidente ou acidente envolvendo sua operação, poderá se tornar mais um problema a ser resolvido pelo sistema de segurança e saúde, que já está pressionado pela pandemia.

"A hora é de BOM-SENSO acionado no nível máximo. A aviação geral deve estar operacional e pronta para operar, mas não faz sentido que operações não essenciais ocorram até que o cenário da pandemia esteja mais claro", pondera o Cmte Miguel Ângelo Rodeguero, conselheiro e diretor de segurança da AOPA Brasil.

(conteúdo inspirado em https://www.aopa.org/news-and-media/all-news/2020/march/24/aopa-urges-members-to-fly-informed-with-caution?utm_source=epilot&utm_medium=email)




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