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Notícias"Notams são um monte de lixo"26/07/2019

Reunidos em audiência para analisar um incidente envolvendo um voo da Air Canada que pousaria numa pista de taxi de São Francisco, na Califórnia, os dirigentes do NTSB escutaram literalmente, de Robert Sumalt, chefe do NTSB: "Notams são um monte de lixo"... "Nesse dia do incidente, os pilotos da Air Canada precisariam de pelo menos 20 minutos para ler e entender as 27 páginas de Notams desse aeroporto"... "O sistema de Notams é uma grande bagunça"... "Somente um programador de computadores entenderia isso".

Nada como o espírito americano - particularmente agora, menos dirigido pelo politicamente correto - para chamar as coisas pelo nome que elas de fato tem.

O sistema de Notams é um monte de lixo, um inferno de regras que na prática atrapalham o voo e acabam sendo uteis para defender o burocrata se alguma coisa der errado: "estava avisado... se tivessem lido o Notam isso poderia não ter ocorrido... eu fiz a minha parte, avisei."

O volume de informações que chega aos pilotos através de Notams é ridícula, inútil e temerária à segurança, simplesmente porque não é razoável que se espere que um piloto, particularmente da aviação geral, consiga decodificar, conhecer e tomar decisões em páginas e mais páginas de informações que podem mudar a toda hora.

Imaginamos os adjetivos que o NTSB daria às nossas jabuticabas aéreas, os "Corredores Visuais". Um monte de cercardinhos estreitos, em vias de mão dupla, que coloca aeronaves de todos os tipos voando colados no terreno e na contra-mão, sem controle de tráfego aéreo, baseados em posições piratas, que não constam em nenhuma base de dados oficial. 

Se os Notams de São Francisco, na Califórnia, foram chamados de lixo, a palavra usada para os corredores visuais daqui do Brasil deve ser impublicável.




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